27/04/2017

Amos Oz entre os finalistas do Man Booker International 2017



A 14 de Junho será anunciado o vencedor do prestigiado prémio Man Booker International, onde o objetivo é distinguir as melhores obras de ficção traduzidas para a língua inglesa.
Na lista de finalistas ao lado de Amoz Oz (Israel), constam os nomes de Mathias Énard (França), David Grossman (Israel), Roy Jacobsen (Noruega), Dorthe Nors (Dinamarca) e Samanta Schweblin (Argentina).
O anúncio foi feito a 20 de Abril na página oficial do Man Booker International Prize, e a lista inclui o francês Mathias Énard, com o romance Compass (Bússola, na edição portuguesa da Dom Quixote), o israelita Amos Oz, com Judas, o mais recente romance do escritor, também publicado em Portugal pela Dom Quixote, e David Grossman, também de Israel, com A Horse Walks into a Bar, este último ainda sem qualquer edição disponível em português.
O norueguês Roy Jacobsen, com o romance The Unseen; Dorthe Nors, da Dinamarca, com Mirror, Shoulder, Signal; e a argentina Samanta Schweblin, com Fever Dream, são os restantes candidatos ao prémio Man Booker International,
Autores como John Updike e Philip Roth, Muriel Spark, Gunther Grass e Gabriel García Márquez foram superados pelo autor albanês Ismail Kadaré, que foi distinguido na primeira edição do Man Booker Prize em 2005. 
No entanto, “The Traitor’s Niche” ficou de fora da extensa lista de candidatos revelada no mês de Março do presente ano.
Amos Oz, actualmente com 77 anos, é também professor de literatura na Universidade Ben Gurion no deserto do Negev. “Judas” é a sua mais recente obra à venda em Portugal, tendo sido editada pela Dom Quixote em Fevereiro de 2016.
Nascido a 4 de Maio de 1939 em Jerusalém, Oz é um acérrimo defensor da paz entre os israelitas e os palestinianos. Uma das suas principais ações foi a fundação do movimento Paz Agora.
É sem qualquer margem para dúvidas, o mais influente escritor do seu país, visto que poucos escrevem com tanta clareza acerca das adversidades enfrentadas por Israel, tanto no presente como no passado.
Neste prémio, os autores não são os únicos a serem distinguidos, os tradutores também merecem destaque. Para além das 50,000 libras (mais de 57,000 euros) que o vencedor divide com o tradutor da obra, cada um dos finalistas - autor e tradutor - recebe recebe mil libras (1.143 euros).
A lista final de candidatos ao Man Booker International Prize foi seleccionada por um júri presidido pelo director do Festival Internacional do Livro de Edimburgo, Nick Barley, secundado pelo escritor e tradutor Daniel Hahn, a romancista e professora de origem turca Elif Shafak, a escritora de origem nigeriana Chika Unigwe e a poetisa Helen Mort, nomeada para o prémio T.S. Eliot, para o Costa e cinco vezes vencedora do prémio Foyle Young Poets.
Na edição anterior, foi a sul coreana Han Kang que venceu com “A Vegetariana”, obra editada em Portugal pela Dom Quixote em Setembro de 2016.

18/04/2017

A Influência de Salazar na saga Harry Potter


Toda a gente sabe que a escritora britânica J. K. Rowling deu aulas na cidade invicta. Aliás, o Porto é um ponto de peregrinação obrigatório para todos aqueles que adoram a saga do menino que se tornou no feiticeiro mais famoso do mundo aos 11 anos.
Apesar de ter vivido apenas por 1 ano em Portugal, a rainha da fantasia que revolucionou para sempre a literatura mundial, utilizou imensas referências ao nosso país nos 7 livros de Harry Potter.
Dois dos mais notórios são a sua inspiração na arquitectura neogótica da centenária Livraria Lello e no traje académico portuense. Mas um em particular originou até uma teoria que foi agora confirmada pela própria autora. A perspicácia de uma fã deu o mote para a revelação agora divulgada: Qual seria a relação da personagem Salazar Slytherin – um dos quatro fundadores de Hogwarts – com os tempos vividos em Portugal? Esta teoria era discutida há muito entre os fãs da saga, aguçando a sua curiosidade. Através do Twitter, Rowling escreveu o seguinte:
“I did indeed take his name from António Salazar, the Portuguese dictator.” – Eu realmente tomei o seu nome de António Salazar, o ditador português.
Na complexa trama, Salazar Slytherin é um dos personagens mais cruéis. Fundou Hogwarts ao lado de Godric Gryffindor, Helga Hufflepuff e Rowena Ravenclaw.
Feiticeiro de sangue puro e sedento de poder, sempre defendeu que a maior escola de magia e feitiçaria do mundo, jamais poderia aceitar alunos que não possuíssem pais que fossem feiticeiros.
O seu método de selecção baseava-se no estatuto de sangue, na ambição e na criatividade para contornar as regras. Outro dos seus dons era comunicar com répteis, nomeadamente as serpentes, o animal que representa a sua casa no mundo fantástico criado pela escritora.

16/04/2017

Lançamentos de Abril e Maio da Netflix

netflix


Oioi pessoal, como vocês estão? Ótima páscoa a todos.

Hoje vim trazer um post de lançamentos da netflix para todos vocês ficarem atualizados, espero que gostem e vamos lá:

Mês de Abril

Séries

Chewing Gum (2ª temporada): 04/04
The Get Down (2ª temporada): 07/04
Better Call Saul (3ª temporada): 11/04
The Walking Dead (6ª temporada): 11/04
Chelsea (2ª temporada): 14/04
GirlBoss (1ª temporada): 21/04
Bill Nye Saves the World (1ª temporada): 21/04
Las Chicas del Cable (1º temporada): 27/04
Dear White People (1ª temporada)


girlboss


Filmes

Flores Raras: 01/04
Apostando Tudo: 07/04
El Faro de las Orcas: 07/04
Radical – a controversa saga de Dadá Figueiredo: 12/04
Sandy Wexler: 14/04
Rock of Ages: 15/04
Ex_Machina: 17/04
Castelo de Areia: 21/04
A Mala e os Errantes: 21/04
Velozes & Furiosos 7: 23/04
Rodney King: 28/04
Small Crimes: 28/04



Séries de Maio

Under Arrest - Temporada 5
Sense8 - Temporada 2 - Original Netflix: 
Penny Dreadful - Temporada 3: 
Anne - Temporada 1: Original Netflix: 
Master of None - Temporada 2 - Original Netflix: 
Unbreakable Kimmy Schmidt - Temporada 3 - Original Netflix: 
Arrow - Temporada 4
Penny Dreadful

Só terá cpisas boas, muitas séries novas, fiquem atentos e até a próxima.

15/04/2017

Entrevista: Kelly Christi, autora de “Quasi di Verdadi”


Bom dia Cerejas tudo bem? Entrevistei a jornalista, blogueira do Pequenos Deleites e escritora, Kelly Christi.
Apenas 1 dia após o lançamento de Quasi di Verdadi em formato digital, uma colectânea de contos curtos, que têm a vida urbana como cenário principal através da sua Litteral Conteúdos, convido-vos a conhecê-la melhor. Venham daí!
1 - Como se tornou leitora?
Hum... tenho o habito de ler desde pequena, então eu nem lembro mais como me tornei leitora, tenho a impressão que fui crescendo com isso, meu contacto com os livros foi muito cedo e como várias crianças comecei com os clássicos infantis, sabe... “Rei Leão”, “ Bela e a Fera”, Pequeno Príncipe”, esses de praxe.
2 - Como e quando surgiu o gosto pela escrita?
Foi um pouco mais tarde, na adolescência que eu reparei que eu gostava de expressar ideias no papel, criar histórias também...
3 - Quem são as suas referências literárias?
 Eu tenho muitas na verdade, para cada fase da minha vida eu tive um escritor marcante, mas acho que Kafka, Virgínia Woolf, Bukowski, Clarice Lispector, Nelson Rodrigues, Luis Fernando Veríssimo, Dalton Trevisan, Rubem Fonseca, Caio Fernando Abreu, Marcelo R. Paiva, essa galera toda aí e mais um pouco rsrs.
4 - Quando está a ler uma história, o que mais a surpreende?
O clímax, inclusive aqueles que são bem sutis, mas mudam o percurso todo da história... Acho demais.
5 - Este é o seu primeiro livro, o que sentiu ao terminá-lo?
Alívio e friozinho na barriga ao mesmo tempo, porque depois que a gente termina a história vem todo um processo né, de sentar com design para pensar na capa, projeto gráfico, revisão, etc.
6 - Como é seu processo criativo para elaborar uma história?
Depende do que é pra ser escrito. No blog é mais leve e objectivo por que são crónicas sobre alguma coisa que vivi, que penso ou que está acontecendo em algum lugar, em contos eu gosto de rascunhar o personagem e ficar matutando um pouquinho, buscar outras referências sobre o assunto.
Também gosto de pensar no projeto como um todo. Nesse livro, por exemplo, eu queria que ele fosse curto, ele foi todo pensado para ser assim e ser digital, , então eu tive que pensar em contos que estivessem dentro dessa proposta.
7 - Qual é o seu principal objetivo com o lançamento de “Quasi di Verdadi”?
Mostrar às pessoas, a minha outra veia literária que é vai além da crônica, eu já tinha publicado alguns em revistas literárias, mas não um livro. E que ler nem sempre é carregar um livro, não que não seja bom aquele cheirinho de um livro novo, muito pelo contrário, mas também existem outras formas de leitura com a vida digital, que merecem uma chance e que também podem ser interessantes, o e-book é uma delas.
8 - A sua escrita flui bastante bem, é leve, descontraída e tem humor. Estará este seu estilo de escrever relacionado com o seu modo de viver?
Sem dúvida. Eu sou meio assim mesmo, eu observo os dramas quotidianos, mas ao mesmo tempo sou sarcástica e coloco essa pitada de humor nas coisas, é meu modo de encarar a vida, então isso acaba reflectindo na escrita em algum momento.
9 -  Para você qual foi o tema sobre o qual teve mais dificuldade em escrever?
Tem um conto em que a personagem central e a amiga dela são denfendidas por um travesti, não foi difícil, mas foi desafiador porque eu não conheço nada do mundo dos travestis ou LGBT no geral, eu conversei com alguns deles numa balada em sp, que estava com amigos e tudo mais, pra entender o que passavam, achei que era um bom tema a ser abordado.
Outra coisa desafiadora foi criar personagens masculinos em contos curtos ( o que é mais difícil ainda) porque. eu só criava personagens femininos até então, no blog também sou eu mesma falando de algumas situações que sinto e eu estava um pouco cansada dessa zona de conforto, então o legal é que eu consegui experimentar isso em alguns contos, mesmo que sejam curtos.
10 - Tem alguma frase que resuma a ideia central deste e-book?
🎵 “ De perto, ninguém é normal...” 🎵 Rsrsrsrs.
11 - Em algum momento durante o processo de escrita, você pensou em desistir?
Sim, várias vezes. Já bateu aquela dúvida existencial se eu estava fazendo a coisa certa ou não. Já passei por editora que disse sim para o meu livro, com ele no prelo e depois disse não, foi uma enorme falta de profissionalismo, mas aconteceu comigo, por outro lado isso me impulsionou a criar o meu próprio selo e colocar em prática tudo o que aprendi em edição de texto e na linguística, é um projeto novo ainda, mas espero que eu consiga ajudar outros autores novos.
12 -  O que você aconselha a quem quer começar uma carreira como escritor(a)?
1. Descobrir seu estilo e sempre tentar melhorar no mesmo.
2. Buscar uma forma de treinar com frequência, o blog é uma ideia, o Face é outra ideia para quem se sente a vontade, o diário também é outra, mas sempre tentar escrever com frequência.
3. Ler bastante, isso ajuda a melhorar a escrita inconscientemente, a gente nem acaba percebendo, mas faz toda diferença.
4. Saber reconhecer o que é crítica construtiva e aquela que é de gente idiota, só para te colocar para baixo e saber ignorá-las.
Link para adquirir na Amazon:
https://www.amazon.com.br/Quasi-di-Verdadi-Kel…/…/B06Y6KSM4L

É tudo por hoje| Espero que tenham gostado de saber mais sobre a autora, digam-me o que acharam nos comentários! Também não se esqueçam de compartilhar e de seguir o blog! Muitos abraços e até a próxima!

13/04/2017

Entrevista: Soraya Abuchaim

Olá cerejas! Tudo bom? Hoje, depois de muito tempo, trouxe uma entrevista para vocês que é com a maravilhosa Soraya Abuchaim, autora do livro até te possuir e agora está com seu novo lançamento, vila dos pecados. E agora vamos a entrevista!


1. Seu tempo é dividido entre ser mãe, escritora, mulher,entre outras coisas. Como você consegue conciliar tudo?
Olha, confesso que não é fácil. Acho que o segredo para conseguir lidar com tudo é amor pelo que faço, em qualquer atividade!

2. Quais são suas expectativas para o atual lançamento?
Eu espero que meu livro possa atingir um grande número de leitores, e que todos que o lerem possam ficar impressionados (risos).

3. Quais foram suas principais inspirações para o livro até te possuir e a vila dos pecados?
Até eu te possuir era para ser um conto que cresceu demais, e me inspirei muito em um livro chamado No Escuro, da escritora Elizabeth Haynes, principalmente para construir o relacionamento do Michel e da Johanna. A Vila dos Pecados veio de uma vontade que eu tinha de escrever uma história em uma vila remota, que escondesse muitos segredos.

4. Qual é seu maior sonho/ meta como escritora?
Acho que viver da escrita (risos). Mas o meu maior sonho plausível hoje é aumentar cada vez mais os meu leitores, porque não há satisfação maior do que pessoas lendo meu trabalho. 

5. Você tem algum livro favorito para indicar para a gente?
Aiii, essa é uma pergunta MEGA difícil, mas indico alguns: O clássico O morro dos ventos uivantes, Tigres em dia vermelho da Liza Klaussmann, It e Saco de Ossos, do Stephen King. 

6. Que dicas você dá para quem está começando a escrever?
Persistência e força de vontade.

7. Agora uma pergunta mais descontraída e um pouco complicada. Se você vivesse o resto da sua vida em uma ilha deserta, e você só pudesse levar, uma pessoa, um objeto e um tipo de comida. O que você escolheria?
Mais uma difícil! Eu levaria minha filha, um kindle lotado de livros e muitos hambúrgueres (risos).

8. Para finalizar, deixe uma mensagem para quem acompanha seu trabalho!
Eu não canso de falar que amo meus leitores, e que não sou nada sem eles. Meus amados, obrigada por todo o apoio e carinho que vocês me dão. É por vocês que eu sigo em frente. 

Então é isso gente! Espero que tenham gostado de saber mais sobre a autora, me digam o que acharam aqui nos comentários! Também não se esqueçam de compartilhar e de seguir o blog! Muitos beijos e até a próxima!